Expressões Japonesas

Onomatopeias Japonesas

Minasan, Ohayô, Kon’nichiwa, Konbanwa!

Ploft!

Bang!

Toc Toc

Zzzzz…

Quando pensamos em onomatopeias, vem a nossa mente quadrinhos. E se gosta de séries antigas baseadas em HQ’s americanos, vai lembrar das cenas de lutas onde apareciam as onomatopeias ocupando quase toda a tela da televisão.

Onomatopeias, então, são figuras de linguagens que imitam sons naturais, tanto de seres vivos, quanto de coisas. O entendimento das onomatopeias podem ser universais, mas elas não são iguais em todos os idiomas, pois refletem muito a cultura de origem do idioma.

擬音語 e 擬態語 (ぎおんご e ぎたいご – GIONGO e GITAIGO)

Figuras de linguagens japonesas

No idioma japonês, além das onomatopeias (擬音語 – ぎおんご – GIONGO), há os ideofones (擬態語 – ぎたいご – GITAIGO)

Uma das características do idioma japonês é o rico número de figuras de linguagens, que inclusive, são muito utilizadas na conversação do dia a dia. Isso porque comparado aos diversos idiomas ocidentais, o idioma japonês tem poucas variações sonoras dos verbos e adjetivos.

Por exemplo:

PortuguêsVerboJaponêsVerbo
CachorroLateCachorroNaku
GatoMiaGatoNaku
LeãoRugeLeãoNaku
PássaroCantaPássaroNaku

Um dos possíveis motivos de se ter menos variações é a existência do kanji (ideograma) no idioma. Pois para diferenciar qual animal que está emitindo o som, do exemplo acima, basta mudar a letra e portanto não precisa mudar o som. Mas o reconhecimento será possível apenas na escrita, fazendo com que as pessoas, ao falarem, usem as onomatopeias para auxiliarem. E esse costume de usar a figura de linguagem, levou os japoneses a usarem o ideofone.

Os japoneses, representam situações, sentimentos, estados e diversas outras expressões com sons descritivos. Como por exemplo, a pessoa chorando silenciosamente é representado pela expressão: シクシク (SHIKU SHIKU), decepção: ガーン (GAAN), dor de barriga: ゴロゴロ (GORO GORO).

A descrição da dor, por exemplo, terá várias figuras de linguagem, conforme o seu tipo:

Tendo até mesmo estudos de interpretação do uso popular dessas expressões para descrever as dores, como aparece no artigo do Yasushi Sugiura da Universidade da faculdade de Nagoya.

Exercitando um pouco:

Imagina a cena:

Numa consulta médica, o paciente reclama para o médico: “Doutor, minha cabeça doi de forma GANGAN (faz GANGAN)”.

Acho que o médico aqui ficaria com um monte de interrogação na cabeça.

Mas é assim que é descrito, popularmente) algum sintoma numa consulta.

Por sinal, GANGAN é a descrição de uma dor pulsante e constante.

Que tal experimentar a falar como os japoneses? Consegue imaginar alguma situação que você usaria a figura de linguagem como eles? Conta aqui.

Uma ajudinha para ir treinando:

Mata ne!

Deixe uma resposta